Contentamento descontente

Com a aproximação das eleições presidenciais nos Estados Unidos, as expectativas em torno de quem irá ocupar a principal cadeira da Casa Branca estão cada vez maiores. Isso porque, seja com vitória do republicano Donald Trump ou da democrata Hillary Clinton, o resultado trará perspectivas variadas.

Alguns especialistas apontam que a vitória de Trump trará novo ânimo ao protecionismo norte-americano. Essa projeção tem trazido, por consequência, flutuações inconvenientes no mercado financeiro. Já outros acreditam que a vitória de Hillary pode garantir animosidade à geopolítica mundial, lançando elementos perigosos na delicada situação dos combates entre o auto proclamado califado islâmico, os países ocidentais – incluindo seus aliados – e islâmicos de maioria xiita.

Ambos os cenários nos EUA têm alto poder de realizar uma transformação econômica global. E não é por menos: trata-se da configuração política da maior economia do mundo.

A eleição de Trump na terra do Tio Sam pode ter capacidade de destruir ativos em âmbito global, criando uma desalavancagem expressiva com potencial de assemelhar-se à situação vista em 2008-2009. Enquanto isso, a vitória de Hillary tem potencial de trazer conflitos armados de proporções globais, que poderiam, entre tantas outras coisas, trazer alguma retomada da atividade econômica mundial.

Trump, que está atrás na maioria das pesquisas de intenção de votos, tem um discurso mais audível para a população. O slogan “make América great again” (fazer a América grande outra vez, em tradução livre), garante ampla adesão porque vislumbra um cenário em que impera o liberalismo econômico interno e complementarmente um Estado menor. A adesão a esse tipo de discurso, evidentemente recheado de truísmo, também foi grande em boa parte da América Latina, resultado da ineficiência política em transformar o ambiente em que vivemos no longo prazo.

Se existe uma escalada da direita na Europa, países que adotaram medidas econômicas austeras, a saber, países do Sul Europeu, clamaram por economistas ditos de “esquerda”.

A conclusão que se tira de ambos os cenários é que existe um descontentamento da população com as políticas adotadas, sejam elas de direita ou de esquerda.

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