De olho no cenário externo – PS#124

Visão Geral

Além das expectativas sobre a composição do próximo governo, a semana que passou foi marcada pela divulgação de indicadores monetários.

O IPCA registrou alta de 0,45% em outubro. Abaixo da nossa projeção (0,55%) e da mediana das expectativas do mercado (0,56%). Essa surpresa se concentrou nos preços de alimentos e núcleos (em especial, nos serviços).

Esses últimos, por sua vez, continuam em níveis adequados e abaixo do centro da meta de inflação (em métricas de mais curto prazo, de 3 e 6 meses). Assim, a inflação segue em trajetória benigna.

Complementarmente, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou expectativa de manutenção da Selic nas próximas reuniões. O ajuste foi condicionado à evolução das expectativas de inflação e do balanço de riscos.

As projeções de inflação divulgadas no documento estão muito próximas às das metas no médio prazo. Isso sugere um quadro relativamente benigno para a variação de preços.

O Comitê Federal de Mercado Aberto dos Estados Unidos (FOMC), por sua vez, não surpreendeu, reforçando sinais de continuidade do aperto gradual de juros.

Em um comunicado com tom neutro e de mudanças muito marginais em relação ao documento anterior, o comitê de política monetária do Fed (Federal Reserve, banco central estadunidense) destacou alguma melhora do mercado de trabalho e moderação no ritmo de crescimento dos investimentos.

Parece-nos que essas mudanças apontam para uma ligeira piora do balanço de riscos, o que ainda implica continuidade da elevação de juros, em ritmo bastante gradual.

Por ora, o destaque da agenda doméstica de indicadores será o IBC-Br de setembro, que deverá mostrar retração. Dados de inflação, indústria e varejo nos EUA serão destaques no cenário internacional.

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