Indústria atinge ociosidade recorde

Indústria brasileira

Indicadores da CNI reforçam desempenho fraco da produção industrial em agosto e o quadro recessivo segue predominante. O faturamento real da indústria situa-se em patamar 7,2% menor que o apurado em agosto de 2014, embora tenha crescido frente a julho (0,7% no indicador dessazonalizado).

As horas trabalhadas na produção recuaram pelo sétimo mês seguido na passagem de julho para agosto, enquanto a utilização da capacidade instalada sofreu queda de 0,8 ponto percentual, ambos nas séries livres de influência sazonal. O uso da capacidade, inclusive, chegou ao seu nível mais baixo (77,9%) desde janeiro de 2003, quando teve início a série histórica.

Nesse cenário de contração da atividade, a indústria segue reduzindo postos de trabalho. O indicador (dessazonalizado) de emprego registrou queda de 1,1% em agosto frente a julho, o sétimo recuo consecutivo. Mesmo com o corte de trabalhadores foi observado aumento da massa salarial real (0,3%) e do rendimento médio real (1,1%), na mesma base de comparação.

Embora positivos, esses dois últimos resultados não sugerem melhora no mercado de trabalho industrial e devem estar associados ao crescimento dos gastos com as demissões (rescisões contratuais).

Além disso, ontem (30/09), a Fiesp/Ciesp também divulgou alguns indicadores industriais que apontam na mesma direção. O Indicador de Nível de Atividade (INA), que mensura a atividade industrial paulista, recuou 2,5% na passagem de julho para agosto, descontada a sazonalidade.

A forte queda no período refletiu o declínio em 14 das 18 categorias pesquisadas, com destaque para o segmento de móveis, cuja retração foi de 14,9% no período. Como resultado, o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) apresentou contração de 1,4 ponto percentual na margem, alcançando 75,7% na série livre de influências sazonais.

Créditos da imagem – http://bit.ly/1M46vXq

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