Retomando os trilhos do desenvolvimento

Hoje na Folha de São Paulo foi divulgado o resultado de um estudo apontado que as estradas serão um estacionamento a céu aberto a partir de 2030. Mas qual a possível solução para este problema que impacta diretamente no desenvolvimento econômico? A implantação de trens inter-regionais!

O mais estranho de tudo isso é que essa estrutura já existia. Não se trata de nada novo. Em meados da década de 50, só no estado de São Paulo, haviam mais de 1000 estações. Hoje, este número não passa de 100. O que aconteceu, então?

Foram vários fatores que contribuíram para o fechamento em massa das ferrovias, dentre eles, a entrada da primeira montadora de grande porte no Brasil, a Volkswagen, ainda no governo JK, que impulsionou a criação de rodovias, que por sua vez defendia o crescimento do consumo de carros para uma fluidez mais rápida entre os destinos.

Fato é que enquanto um carro fazia facilmente seus 100 km/h, os trens da época não passavam dos 60 km/h. E um relatório divulgado neste mesmo período por uma consultoria estadunidense, relatava que o transporte ferroviário era obsoleto frente as outras opções que existiam (leia-se carros). Em resumo, isso gerou o fechamento em escala mundial de várias linhas ferroviárias.

Este relatório só não se atentou a uma coisa: neste período, as grandes cidades dos EUA e da Europa já sofriam com congestionamentos terríveis, sendo que a solução mais eficaz para estes, foi e é até hoje o transporte por trens urbanos. Contraditório, não é? Atualmente, estamos vivendo uma época em que os limites das cidades já não são mais delimitados por territórios municipais e sim regionais.

É comum você trabalhar em São Paulo, morar em Campinas e visitar seus clientes em São José dos Campos. Este caminho todo dá por volta de 200 quilômetros percorridos, única e exclusivamente de carro ou de ônibus.

Em poucas palavras: se é comum, tem muita gente circulando; se tem muita gente circulando, tem volume de carros; e se tem volume de carros, tem congestionamento, claro! Qual a solução? Voltemos ao equilíbrio nas opções de mobilidade!

A mobilidade urbana deve ser plural. Isso não garante que todos os problemas de mobilidade acabem, mas certamente trazem um equilíbrio maior.

Para saber mais
Estradas de SP serão estacionamento à céu aberto em 2030, diz estudo – http://bit.ly/1V6H8ZO
Cronologia das ferrovias – http://bit.ly/1OqI2S5

Créditos da imagem – http://bit.ly/1KvTbec

Tem alguma crítica, sugestão ou dúvida? Mande um e-mail para contato@analiseeconomica.com.br

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