Todo mundo fala em educação, mas para quê, afinal?

Hoje (20 de agosto de 2014), o jornal Estadão publicou matéria ressaltando o desempenho negativo dos alunos do ensino médio da rede estadual paulista nas avaliações de Português e Matemática. Lembrei-me de um questionamento que a maioria de meus colegas de classe da época do ensino médio costumavam fazer: “mas para que eu preciso aprender equação do 2º grau se eu não vou usar isso na minha vida?” ou “mas para que me serve literatura se eu não vou ser professor de português, nem escritor de romances?”.

Bem, eu faço essa pergunta aos leitores: para que nos serve tudo que aprendemos na escola? Simplesmente para nos garantir um emprego melhor no futuro? O caminho é mais ou menos este, mas existem mais questões envolvidas. Alguns cientistas costumam dizer que existe uma divisão entre o que se chama “ciência básica” (português, matemática, biologia, física, história, etc.) e “ciência aplicada” (economia, medicina, administração, engenharia, direito, etc.). Uma depende da outra e as duas, conjuntamente, determinam o nível de desenvolvimento de um país.

Prometo dissertar mais sobre desenvolvimento em outro post, mas pelo menos por ora, é importante saber que sem os conhecimentos das ciências básicas, não é possível desenvolver uma ciência aplicada de qualidade e, assim, torna-se cada vez mais difícil criar um ambiente de desenvolvimento que melhore a qualidade de vida de todos os cidadãos.

Por exemplo, com o aprendizado em matemática consolidado, é possível que o país tenha engenheiros cada vez melhores para desenvolver uma infraestrutura de qualidade no país; também é possível ter economistas cada vez melhores para distribuir mais assertivamente os recursos disponíveis. Com conhecimentos em biologia bem consolidados, teremos médicos cada vez melhores, biólogos cada vez mais bem preparados para lidar com questões cada vez mais complexas que surgem.

Não se trata somente de conquistar um bom emprego, mas também de alcançar um nível de qualidade de vida e desenvolvimento cada vez melhores. Claro que com níveis de conhecimento cada vez mais consolidados, a produtividade média aumenta e os salários aumentam (leia mais clicando aqui), mas não somente com aumento de renda se alcança qualidade de vida.

Com níveis educacionais cada vez melhores e consolidados alcançamos níveis culturais mais efetivos, melhoras na estrutura política e social do país, dentre outros ganhos. Com essa breve análise, eu refaço a pergunta: para que nos serve tudo que aprendemos na escola?

Para saber mais
Estadão – http://bit.ly/1mln1X3
SARESP 2014 – http://bit.ly/1LOwO7b
IDEB – http://bit.ly/1u7ykIQ

Créditos da imagem – http://bit.ly/1IpYfTQ

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