Eleições e Selic: como o Copom avalia a volatilidade
Análise Econômica · · 1 min de leitura

Uma turbulência eleitoral muda a decisão do Copom?
Não necessariamente. Na reportagem da VEJA de dezembro de 2025, André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, ajuda a avaliar se a reação à movimentação política de Flávio Bolsonaro poderia influenciar os juros. A distinção central é entre uma oscilação pontual dos ativos e uma mudança persistente nas condições econômicas.
O Copom precisa avaliar inflação, expectativas, atividade e transmissão dos riscos ao cenário. Uma queda da Bolsa, isoladamente, não determina a Selic. Para empresas, nossa interpretação é que antecipar investimentos ou renegociar dívidas com base apenas em uma manchete eleitoral pode produzir decisões frágeis. O planejamento deve combinar cenários de juros com prazos de financiamento, geração de caixa e exposição cambial. A volatilidade importa quando modifica essas condições, e não apenas quando chama a atenção.
Matéria original: “Entenda se o ‘ciclone Bolsonaro’ no mercado financeiro terá reflexo na taxa de juros”, VEJA.
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