Juros reais e dólar: o que a inflação muda
Análise Econômica · · 1 min de leitura

O real pode seguir atrativo mesmo com cortes da Selic?
A atratividade financeira do real depende também dos juros reais e das condições externas. Na reportagem da Broadcast, do Grupo Estado, de 10 de fevereiro de 2026, André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, comenta uma correção do câmbio após a valorização da moeda brasileira.
Galhardo relaciona a perspectiva de continuidade da apreciação ao diferencial de juros. Sua avaliação enfatiza que a desinflação poderia manter uma taxa real elevada mesmo com os cortes da Selic esperados naquela época.
Na leitura editorial da AE, o juro nominal e o juro real medem coisas diferentes. O primeiro expressa a taxa anunciada; o segundo considera a inflação. Isso ajuda a explicar por que uma mudança na taxa básica não produz um efeito isolado ou automático sobre o câmbio.
Para empresas, a combinação precisa ser observada nas despesas financeiras e nos contratos em moeda estrangeira. Um cenário de crédito menos caro pode coexistir com fluxos de capital favoráveis ao real, dependendo das expectativas. A reportagem mostra por que trabalhar com relações entre indicadores é mais útil do que transformar uma decisão de juros em uma previsão única para o dólar.
Matéria original: Fechamento câmbio: Dólar tem leve alta em dia negativo para divisas emergentes pares do real, Broadcast (Grupo Estado).
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