Blog

Visão rápida da semana: Atividade avança moderadamente no Brasil, enquanto inflação ganha força no exterior

Análise Econômica · · 2 min de leitura

Compartilhe:

Cenário nacional: recuperação pontual não afasta sinais de desaceleração

O IBC-Br subiu 0,34% em agosto na série com ajuste sazonal, interrompendo duas quedas consecutivas, de 0,79% em junho e de 0,31% em julho. O volume de serviços recuou 0,1% em agosto, com ajuste sazonal, e desacelerou para 0,6% na comparação anual. Os serviços prestados às famílias subiram 2,1%. As vendas do varejo restrito avançaram 0,1% em agosto na série com ajuste sazonal, após queda de 0,8% em julho, com alta de 0,4% na comparação anual e de 1,7% no acumulado do ano.

O varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e o atacado de alimentos, recuou 0,2% em agosto na série com ajuste sazonal. O fluxo cambial de outubro até o dia 9 ficou positivo em US$3,214 bilhões, contra saída líquida de US$1,038 bilhão no mesmo período de 2025. O Boletim Focus elevou a projeção de IPCA para 2026 de 5,01% para 5,22%, quarta alta semanal consecutiva. A estimativa de PIB foi mantida em 1,85% e a de dólar caiu de R$5,20 para R$5,15.

Cenário internacional: economia americana surpreende e pressões inflacionárias persistem

O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,6% em setembro, em linha com o esperado, e 3,7% em doze meses, acima da projeção de 3,6%. As vendas no varejo dos EUA subiram 0,8% em setembro, mais que o dobro dos 0,3% projetados, e alcançaram US$745,0 bilhões. O resultado de agosto foi revisado para alta de 1,3%. A produção industrial dos EUA subiu 0,7% em setembro, bem acima dos 0,4% projetados pelo mercado, e o resultado de agosto foi revisado de estabilidade para alta de 0,1%.

O índice de preços ao produtor dos EUA subiu 1,3% em setembro, acima do consenso de mercado, e acumula alta de 6,3% em doze meses. A inflação ao consumidor da Zona do Euro foi confirmada em 3,8% em setembro, acima dos 3,2% de agosto e maior patamar desde setembro de 2023. O índice de preços ao consumidor da Alemanha subiu 0,6% em setembro e 3,3% em doze meses na leitura final, que confirmou a prévia. É o maior patamar anual desde dezembro de 2023. O índice de preços ao consumidor da China subiu 0,9% em doze meses em setembro, acima dos 0,8% de agosto, mas abaixo do 1,0% esperado pelo mercado.

Em resumo:

No Brasil, o IBC-Br avançou 0,34% em agosto, interrompendo duas quedas consecutivas. Entretanto, os indicadores setoriais revelaram um cenário de atividade ainda enfraquecida: os serviços recuaram 0,1%, enquanto o varejo restrito cresceu apenas 0,1% e o ampliado caiu 0,2%. Ao mesmo tempo, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação para 5,22% em 2026, pela quarta semana consecutiva, reforçando os desafios para a política monetária.

No exterior, os Estados Unidos apresentaram resultados acima das expectativas no varejo e na produção industrial, enquanto a inflação ao consumidor atingiu 3,7% em 12 meses e os preços ao produtor aceleraram para 6,3%. Na Zona do Euro, a inflação chegou a 3,8%, maior nível desde setembro de 2023, com pressões também observadas na Alemanha. Já na China, os preços ao consumidor avançaram moderadamente, mantendo um cenário de inflação mais contida em relação às economias ocidentais.

Compartilhe:

Leia também