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Visão rápida da semana: Melhora dos índices de confiança nacionais e o índice de preços ao produtor estadunidense registrou aumento

Análise Econômica · · 2 min de leitura

Brasil: cenário doméstico ao longo da semana

O IPCA-15 de novembro registrou alta de 0,20%, levando a inflação acumulada em 12 meses a 4,50%. Já o IGP-M saiu de uma deflação de 0,36% em outubro para um avanço de 0,27% em novembro, interrompendo a sequência de quedas. No front da confiança, as sondagens mostraram melhora entre consumidores e comércio varejista pelo terceiro mês consecutivo, enquanto apenas a indústria apresentou leve queda, de 89,8 para 89,1 pontos. Pelo lado fiscal, o Tesouro Nacional informou superávit de R$ 36,5 bilhões em outubro, revertendo o déficit de R$ 14,5 bilhões registrado no mês anterior.

O investimento direto no país somou US$ 11 bilhões em outubro, o maior ingresso para o mês desde 2011. O crédito avançou 1,4% na série dessazonalizada, reforçando alguma recuperação da oferta financeira. No mercado de trabalho, o Brasil criou 85.147 vagas formais em outubro — abaixo da projeção de 120 mil —, mas a taxa de desemprego recuou de 5,6% para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, ficando abaixo das estimativas e consolidando um dos menores níveis da série.

Cenário internacional: Sinais mistos na economia global e atividade moderada

A economia global registrou sinais de perda de ritmo nesta semana, especialmente nos Estados Unidos. O índice de atividade do Fed de Dallas caiu de -5,0 para -10,4 pontos, enquanto a confiança do consumidor recuou para 88,7, o segundo menor nível em quase cinco anos. Mesmo assim, o mercado de trabalho segue resiliente: os pedidos semanais de seguro-desemprego diminuíram para 216 mil, e o índice de preços ao produtor avançou 0,3% em outubro, exatamente como esperado.

Na Europa, o cenário não é diferente. O PIB da Alemanha permaneceu estagnado no terceiro trimestre, reforçando o ritmo fraco da atividade econômica no continente. Em conjunto, os indicadores mostram uma economia global operando em moderação, com confiança pressionada e crescimento limitado nas principais economias.

Em resumo

O cenário doméstico da semana mostrou confiança em alta entre consumidores e comércio e um superávit fiscal robusto de R$ 36,5 bilhões. O investimento direto no país alcançou US$ 11 bilhões, maior resultado para outubro desde 2011, enquanto o crédito avançou 1,4%. No mercado de trabalho, a criação de 85 mil vagas ficou abaixo do esperado, mas a taxa de desemprego recuou a 5,4%, um dos menores níveis da série. No exterior, a atividade global segue moderada, com queda na confiança nos EUA e estagnação do PIB alemão.

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