Visão rápida da semana: Emprego sustenta a economia brasileira, enquanto juros globais permanecem elevados
Análise Econômica · · 3 min de leitura

Cenário nacional: desemprego atinge mínima histórica, mas inflação e contas públicas exigem atenção
O Índice de Confiança do Consumidor, da FGV, avançou para 84,7 pontos, após cinco quedas consecutivas. A indústria caiu para 91,0, os serviços ficaram em 88,2 e o comércio subiu para 83,1. Os investimentos diretos no país somaram ingressos líquidos de US$11,3 bilhões em setembro. O valor acumulado de janeiro a setembro é o maior para o período desde 2011. O IGP-M subiu 1,47% em outubro, após 1,57% em setembro. Em 12 meses a alta foi de 5,24%. Já o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, subiu 1,54% em setembro, e 4,34% em 12 meses.
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$5,5 bilhões em setembro, abaixo dos R$10 bilhões de agosto. O déficit acumulado no ano chega a R$94,344 bilhões, ou 0,93% do PIB. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, ante 5,4% no trimestre até junho e 5,6% um ano antes, menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Rafael Fonteles, governador do Piauí, é o principal nome cotado para o Ministério da Fazenda. Após boatos de que Lula teria sinalizado indicá-lo, o mercado teve reações mistas, dado o histórico dele como secretário da Fazenda do Piauí e presidente do conselho que reúne os secretários estaduais.
Cenário internacional: bancos centrais mantêm juros enquanto atividade americana surpreende
O Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,75% a 4,00%, em decisão dividida por 10 votos a 2, com duas dirigentes votando por alta de 0,25 ponto. O PIB dos Estados Unidos cresceu 3,4% em termos anualizados no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% e bem acima dos 2,2% do segundo trimestre. O índice de preços de gastos com consumo norte-americano subiu 0,5% em setembro, em linha com o esperado, e chegou a 3,6% em 12 meses, abaixo dos 3,7% projetados. O Banco Central Europeu manteve a taxa de depósito em 2,50%, a de refinanciamento em 2,65% e a de liquidez em 2,90%, justificando a decisão pela alta contínua dos preços de energia. O Banco do Japão manteve a taxa de juros em 1,25%, maior patamar em quase 31 anos, por 8 votos a 1, avaliando que a inflação subjacente já está em nível compatível com a meta de 2%. O PIB da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 0,2%, com alta de 1,3% em 12 meses.
Em resumo:
No Brasil, a taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, atingindo o menor nível da série histórica e reforçando a força do mercado de trabalho. A confiança do consumidor também avançou após cinco quedas consecutivas, enquanto os investimentos diretos no país somaram US$ 11,3 bilhões em setembro. Por outro lado, o IGP-M subiu 1,47% em outubro, acumulando 5,24% em 12 meses, e os preços ao produtor avançaram 1,54% em setembro. No campo fiscal, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões, mantendo as contas públicas no radar.
No exterior, Fed, BCE e Banco do Japão mantiveram suas taxas de juros, refletindo a cautela diante das pressões inflacionárias. Nos Estados Unidos, o PIB cresceu 3,4% em termos anualizados no terceiro trimestre, acima das expectativas, enquanto a inflação medida pelo PCE atingiu 3,6% em 12 meses. Na Zona do Euro, a economia avançou 0,4% no trimestre, superando as projeções, mas desacelerando em relação ao período anterior. Os resultados reforçam um cenário de crescimento ainda positivo, acompanhado de desafios para a condução da política monetária global.


