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Visão rápida da semana: Inflação segue pressionada no Brasil, enquanto China surpreende e atividade global apresenta sinais distintos

Análise Econômica · · 2 min de leitura

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Cenário nacional: inflação desacelera no mês, mas pressões sobre os preços persistem

O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, menos da metade dos 0,70% de setembro e exatamente em linha com a projeção do Focus, mas o acumulado em doze meses avançou para 4,62%. O IGP-10 subiu 1,76% em outubro, acima dos 1,47% de setembro e do 1,44% projetado pelo mercado, com alta acumulada de 5,02% em doze meses. O IPA-10 avançando 2,36% puxado por gasolina automotiva, soja e boi gordo, enquanto o IPC-10 recuou de 0,44% para 0,39% e o INCC-10 de 0,50% para 0,28%.

O fluxo cambial de outubro até o dia 16 ficou positivo em US$5,15 bilhões, revertendo a saída líquida de US$5,20 bilhões registrada em setembro. O canal financeiro respondeu por US$4,13 bilhões da entrada e o comercial por US$1,02 bilhão, levando o acumulado do ano a um saldo positivo de US$15,74 bilhões. O IPC-S subiu 0,46% na terceira quadrissemana de outubro, repetindo a taxa da segunda leitura do mês, com 4,28% acumulados em doze meses e 3,70% no ano.

Cenário internacional: China ganha ritmo, enquanto EUA e Europa mostram trajetórias distintas

O PMI industrial dos EUA subiu para 56,0 pontos na prévia de outubro, acima dos 55,9 de setembro e dos 55,5 projetados, enquanto o de serviços recuou de 58,8 para 57,9 pontos. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA somaram 194 mil na semana, queda de 6 milsobre a leitura anterior. O número se aproxima do menor nível em 57 anos. O PMI composto da Zona do Euro recuou para 51,9 pontos na prévia de outubro, menor nível em quatro meses e abaixo dos 52,7 esperados, após 53,1 pontos em setembro.

O índice de preços ao consumidor do Reino Unido acelerou para 3,5% em 12 meses em setembro, acima dos 3,1% de agosto e dos 3,4% projetados, maior patamar desde outubro de 2025. O PIB da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre na comparação anual, acelerando ante os 4,3% do trimestre anterior e superando as projeções do mercado. As vendas no varejo da China subiram 1,1% em setembro na comparação anual, quase o dobro dos 0,6% esperados. Já a produção industrial avançou 5,5% no mesmo período, de 5,2% em agosto. O Banco Popular da China manteve a taxa preferencial de empréstimo de um ano em 3,00% e a de cinco anos em 3,50% pelo 18o mês consecutivo.

Em resumo:

No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,32% em outubro, abaixo dos 0,70% de setembro, mas a inflação acumulada em 12 meses subiu para 4,62%, permanecendo acima do teto da meta. O IGP-10 acelerou para 1,76%, impulsionado principalmente pelos preços ao produtor, com destaque para combustíveis e commodities agropecuárias. No câmbio, o fluxo positivo de US$ 5,15 bilhões até o dia 16 reverteu as saídas registradas em setembro, com predominância das entradas pelo canal financeiro.

No exterior, a economia chinesa surpreendeu positivamente, com crescimento de 4,5% no terceiro trimestre e aceleração das vendas no varejo e da produção industrial. Nos Estados Unidos, a indústria manteve expansão, com PMI de 56 pontos, enquanto os pedidos de seguro-desemprego permaneceram baixos. Já na Zona do Euro, o PMI composto recuou para 51,9 pontos, sinalizando perda de ritmo da atividade. No Reino Unido, a inflação acelerou para 3,5% em 12 meses, reforçando os desafios para a política monetária.

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