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Visão rápida da semana: Inflação recua no Brasil, enquanto pressões externas ganham força.

Análise Econômica · · 2 min de leitura

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Cenário nacional: preços desaceleram, mas atividade apresenta sinais distintos

O IPCA subiu 0,82% em setembro, acima dos -0,32% de agosto e superando tanto o IPCA-15 do mês (0,70%) quanto a projeção de 0,65% do Banco Central no Relatório de Política Monetária. O IGP-DI subiu 1,50% em setembro, forte aceleração ante a alta de 0,06% de agosto, com o índice acumulando 3,72% no ano e 3,80% em 12 meses. A pressão veio do IPA-DI, que responde por 60% do indicador e passou de 0,10% para 1,95%, puxado por soja, farelo de soja e milho, além do reajuste da gasolina automotiva.

O IPC-DI avançou 0,67% após queda de 0,37% em agosto, pressionado por energia elétrica e alimentos, enquanto o INCC desacelerou de 0,66% para 0,22%. O índice de gerentes de compras (PMI) composto caiu de 50,6 em agosto para 49,0 pontos em setembro, menor patamar em 29 meses e de volta ao campo de contração. O recuo veio dos serviços, que passaram de expansão para 48,7 pontos, enquanto a indústria se recuperou de 46,3 para 49,0, ainda abaixo da linha de neutralidade. A balança comercial registrou superávit de US$7,74 bilhões em setembro, com exportações de US$34,42 bilhões, avanço de 12,9%, e importações de US$26,68 bilhões.

Cenário internacional: inflação persistente e juros mais altos desafiam a economia global

O PMI de serviços dos EUA fechou setembro em 58,8 pontos, acima dos 56,5 de agosto e da prévia de 58,7, no ritmo de expansão mais forte desde julho de 2021. O PMI composto americano subiu de 56,0 para 58,4 pontos, maior expansão da atividade privada em mais de cinco anos. O déficit comercial americano saltou para US$105,6 bilhões em agosto, alta de 13,7% sobre os US$92,8 bilhões de julho e acima da projeção de US$102 bilhões, no maior rombo em 17 meses.

As importações subiram 4,3%, para US$420,8 bilhões, puxadas por suprimentos industriais e bens de capital, enquanto as exportações avançaram 1,4%. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA caíram 2 mil na semana, para 197 mil, abaixo da projeção de 200 mil e menor patamar desde julho. No Japão, o PMI de serviços recuou para 51,6 pontos na leitura preliminar de setembro, ante 52,5 em agosto, e o composto caiu a 52,5, mínima de dois meses.

Em resumo:

No Brasil, o IPCA caiu 0,32% em agosto, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,22%. A atividade econômica apresentou resultados mistos: o setor de serviços ficou estável em julho, enquanto a produção e as vendas de veículos avançaram em agosto, com destaque para a participação recorde dos eletrificados. No setor externo, o fluxo cambial negativo de US$ 6,7 bilhões no início de setembro trouxe um novo ponto de atenção.

No exterior, os Estados Unidos registraram aceleração dos preços ao produtor, com alta de 5,4% em 12 meses, enquanto a inflação ao consumidor permaneceu em 3,4%. Na Zona do Euro, o BCE elevou os juros em 0,25 ponto percentual, apesar da revisão positiva do crescimento econômico. Alemanha e China também apresentaram pressões inflacionárias, reforçando um cenário internacional em que preços, juros e atividade continuam influenciando as perspectivas dos mercados.

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